Vórtice II
Poema de Myriam Fraga
Tateamos no escuro.
Bestas
deuses
homens.
O universo nos dedos,
As obscuras
Linhas do destino
Em cada palma.
Redemoinho feroz,
Ferozmente descemos
Ao fundo de nós mesmos.
Um molusco na concha.
Um sáurio
À procura de espaço.
O nó dos intestinos
Como laço.
Fonte: "Poesia reunida", Oiti, 2021.
Originalmente publicado em: "As purificações ou O sinal de talião", Civilização Brasileira, 1981.