192. Conto popular veadeiro


Poema de crroma



O veado-catingueiro passava por muitos trabalhos. Procurou lugar na mata para fazer casa. Não passou nem ano, o dono da fazenda demoliu a mata e a casa em pasto. Já o veado-mateiro foi visitar um compadre na companhia do javali. Pelo caminho o javali comia tudo e nada sobrava para o veado-catingueiro, que se derribou à terra de faminto. O veado-roxo, esse sim, era vaidoso. Soube da mais bonita moça solteira e decidiu que com ela iria se casar. Mal se aproximava do vilarejo, a bala da espingarda de um caçador interrompeu bruscamente seu plano. Na tribo do veado-mão-curta, um dia, quando descansavam na sombra, chegou numa máquina o boi engenheiro. Prometeu construir uma ponte que traria o progresso. O boi espirrou, pois se recuperava de uma gripe, e partiu de regresso à cidade. Os veados-mão-curta pegaram a gripe e não sobrou nenhum. Final infeliz também aconteceu com o veado-de-cauda-branca, de cuja lentidão o cachorro debochava. Decidiram apostar uma carreira para atestar qual dos dois era o mais veloz. Postaram-se na linha de partida. O cachorro aproveitou a distração do veado-de-cauda-curta e o abocanhou numa só mordida.




(Do Fauna News: 'Atividades humanas são fator que mais interfere em densidade de cervídeos na Mata Atlântica')